Originalmente construido para abrigar um cassino, o Museu de Arte da Pampulha é hoje um dos marcos da arquitetura brasileira que, junto com a Casa do Baile, o Iate Clube e a Igrejinha da Pampulha (Sao Francisco) consistem no Conjunto Arquitetonico da Pampulha, projetado no governo de Juscelino Kubitscheck, no ano de 1940, por Oscar Niemeier.
Misturando formas, linhas e curvas em harmonia perfeita, as formas ortogonais e ao mesmo tempo arredondadas remetem à ordem de Le Corbusier, explorando traços ao mesmo tempo modernistas. Com o uso de vidros e grandes espaços abertos, o arquiteto deixa sutilmente indefinido o que é espaço publico e o que é espaço privado, num casamento perfeito de prédios e paredes [estruturas] diversas.
Grandes espelhos no interios do Museu geram amplitude, enquanto rampas permitem a mudança de perspectiva do observador enquanto caminha.
Oscar Niemeir explora sua criatividade, e cria espaços fantasticos sem, para isso, usar de elementos extraordinarios.
O Cassino, por muito pouco tempo exerceu sua funçao inicial. Com a proibiçao do jogo no Brasil, ele se tornou inativo, sendo usado como casa de danòas, audiçoes e como espaço para recepçoes. Ate que 1957 se tornou Museu.
Ja a Casa do Baile, cujo projeto propunha integraçao com o ambiente da lagoa, no qual Niemeier se ocupou de curvas de maneira mais intensa, numa composiçao de circunferencias que se tangenciam internamente, da qual se desprende uma marquise, suportada por colunas espalhadas ocasionamente, por muito pouco tempo foi utilizada da maneira como proposta.
Localizada numa ilha artificial, a construçao tinha como objetivo ser uma espaço de diversao popular, e para isto contava com restaurante, cozinha, pista de dança e toaletes, além de um palco circular situado no exterior.
Com o fechamento do cassino, a casa do baile teve suas atividades afetadas também, e passou a exercer funçoes diferentes das inicialmente propostas. Hoje, funciona como Centro de Referencia de Urbanismo, Arquitetura e Design.
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