mercoledì 27 aprile 2011

SketchUp individual

      Parei para pensar na abstraçao que o muro me propunha, nos sentimentos ou sensaçoes dispertadas por ele. Pensei nos motivos que me (nos) levaram a elege-lo como lugar ideal para a intervençao, no que nos fez ver ali algo interessante, e deparei-me com resposta nenhuma. Simplesmente nao existiam palavras que pudessem explicar isso da maneira como a vi, ou possiveis imagens produzidas pelo SketchUp que reproduzissem sensaçoes dispertadas por aquele bloco cinza de tijolo, cuja caracteristica mais evidente e aparente é a textura.
     Percebi, entao, que o vazio é a sua maior caracteristica. Livre de sensaçoes ou emoçoes, o muro passa despercebido aos olhos de muitos, ou quase todos, e talvez isto tenha-nos levado a decidir ser aquele nosso local ideal.
     Para fazer o trabalho, portanto, decidi usar das idéias, se assim posso dizer, que um muro me transmite. Pode ser lar, pode ser proteçao, vazio, abismo... Pode ser uma barreira, um nada, uma divisao que quem esta dentro e quem esta fora. Muro pode ser segregante, pode ser convidativo, pode ser alto, baixo, grosso, fino. Pode formar uma casa, um prédio, uma muralha... E em todas as suas formas, é sempre um muro. Por isso deixo-os brancos, livres de qualquer significado maior, prontos para toda abstraçao.

(teclado sem acentos)



Idéias para intervençao

         O muro, com "todo o seu conteudo" significativo, visual, sensitivo, abre diante de nos um leque de possibilidades para intervençao, proporcionando-nos a escolha de qual "motivo" queremos abordar. Sendo assim, dispomo-nos a alçar nossos olhos a cada um dos caminhos e assim, chegar a opçoes tao divergentes entre si. Ei-las aqui:



I - Painel Dinamico
II - Muro da Diversao (Jogo da Velha, Forca, Liga-pontos, Quebra-Cabeça)
III - Tunel Sensitivo - 5 sentidos
IV - Mural
V - Guia Turistico
VI -  Cantinho do Sossego
VII -  Jardim
VIII - Caixas Cegas
IX - Muro Livro Livre
X - Projeçao Interativa

(teclado sem acento)

SketchUp (grupo)

Muro é sempre muro




 Independente de onde estiver, sua posiçao, forma ou cor, um muro é sempre muro, seja qual 
for a situaçao, posiçao, ou tamanho. O que importa e os diferencia é sua textura.

venerdì 15 aprile 2011

INHOTIM: pos visita

Nao sei se era esta a intençao da visita à Inhotim, mas confesso que o que mais me marcou dali foi a infinidade de sensaçoes. Eram auditivas, visuais, sensitivas, sonoras, misturadas com lembranças e saudade de coisas que nao vivi, com a textura de coisas que nunca havia sentido, o som de lugares em que nunca estive. Inhotim, com sua coletanea de artes modernas, realistas, surreais ou sejam como forem, me transportou a um nivel acima deste em que vivo diariamente. Uma mistura de paz com nirvana, com tranquilidade por enxergar todas aquelas coisas belas que faziam meus olhos brilharem um pouco mais, meu coraçao bater feliz, minha alma dizer obrigada.
Alem do mais, a companhia da turma serviu para tornar essa visita ainda mais interessante!












mercoledì 13 aprile 2011

-

"So' constro'i bem que sabe morar"

INHOTIM III

                                                        Cerith Wyn Evans


            Cerith, artista britanica,  incorpora à sua prática conceitual uma variedade de mídias que incluem instalação, escultura, fotografia, filme e literatura. Dedica atenção especial à linguagem e à percepção, apropriando-se de textos e imagens de artistas significativos das vanguardas do século XX, em obras que unem radicalismo a simplicidade e elegância. Em alguns de seus trabalhos mais conhecidos, Wyn Evans se utiliza de fogos de artifício, neon e da transmissão de fragmentos em código Morse através de luz.

Aqui tudo parece que ainda é construção e já é ruína

Cleave II

INHOTIM II

Cildo Meireles


                Cildo Campos Meirelles (Rio de Janeiro RJ 1948). Artista multimídia. Inicia seus estudos em arte em 1963, na Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília, Começa a realizar desenhos inspirados em máscaras e esculturas africanas. Em 1967, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde estuda por dois meses na Escola Nacional de Belas Artes - Enba. É um dos fundadores da Unidade Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, em 1969, na qual leciona até 1970. O caráter político de suas obras revela-se em trabalhos como Tiradentes - Totem-monumento ao Preso Político (1970), Inserções em Circuitos Ideológicos: Projeto Coca-cola (1970) e Quem Matou Herzog? (1970). No ano seguinte, viaja para Nova York, onde trabalha no projeto Eureka/Blindhotland, no LP Sal sem Carne (gravado em 1975) e na série Inserções em Circuitos Antropológicos. Após seu retorno ao Brasil, em 1973, passa a criar cenários e figurinos para teatro e cinema e, em 1975, torna-se um dos diretores da revista de arte Malasartes. Desenvolve séries de trabalhos inspirados em papel moeda, como Zero Cruzeiro e Zero Centavo (ambos de 1974-1978) ou Zero Dollar (1978-1994). Em algumas obras, explora questões acerca de unidades de medida do espaço ou do tempo, como em Pão de Metros (1983) ou Fontes(1992).





Desvio para o vermelho [um de seus trabalhos mais complexos e ambiciosos – concebido em 1967, montado em diferentes versões desde 1984 e exibido em Inhotim em caráter permanente desde 2006. Formado por três ambientes articulados entre si, no primeiro deles (Impregnação) nos deparamos com uma exaustiva coleção monocromática de móveis, objetos e obras de arte em diferentes tons, reunidos “de maneira plausível mas improvável” por alguma idiossincrasia doméstica. Nos ambientes seguintes, Entorno e Desvio, têm lugar o que o artista chama de explicações anedóticas para o mesmo fenômeno da primeira sala, em que a cor satura a matéria, se transformando em matéria. Aberta a uma série de simbolismos e metáforas, desde a violência do sangue até conotações ideológicas, o que interessa ao artista nesta obra é oferecer uma seqüência de impactos sensoriais e psicológicos ao espectador: uma série de falsas lógicas que nos devolvem sempre a um mesmo ponto de partida.]



Através [por meio de jogos formais com materiais cotidianos, o artista lida com questões mais amplas, como a nossa maneira de perceber o espaço e, em última análise, o mundo.]


Inmensa

INHOTIM

Franz Ackerman




         Franz Ackermann é um eterno viajante, que reflete sobre a globalização e o crescimento incessante dos centros urbanos. Em suas pinturas, desenhos, esculturas e instalações, ele se apropria de formas arquitetônicas e estruturas dinâmicas para criar um universo de paisagens culturais comodificadas, que agem como representação de um mundo cada vez mais encolhido. O rápido avanço da tecnologia de informação, a maior velocidade da percepção e também a simultaneidade estão refletidos no uso que Ackermann faz do mundo, suas inter-relações e sobreposições. Os trabalhos apresentados desenvolvem uma narrativa em torno dos temas prediletos do artista, expressos caracteristicamente pelo título do grande painel fotográfico que reúne mapas de All the places I have ever been to



Faceland II


World II

martedì 12 aprile 2011

Bichinho

E' incrivel o modo como frequentemente podemos nos surpreender. Eu, que no inicio estive bem impolgada com a viagem a Bichinho, na verdade nao esperava que fosse tao boa e proveitosa como foi. Um vilarejo (ou sei la como devo chama-lo) de 1500 habitantes revelou-me o poder que existe na arte, na vontade e na possibilidade de mudar. Entre seus moradores, descobri muito mais que pessoas de um lugarzinho pequeno e pacato: descobri pessoas inteligentes, ricas de experiencia, disposiçao, simpatia. Em Bichinho eu vivi o que é ser bem vindo, bem tratado, ser cuidado. Eles nos abriram as portas de sua casa, de suas vidas, de sua arte, e hoje abro-lhes um pouco das aventuras que vivi, das imagens que fiz, do pouco de muito que conheci.











(mais fotos em breve)

Descobrindo o espaço

Possivel lugar para a intervençao

A principio parece sò um muro. Mas quem jà parou pra pensar nas infinitas funçoes que um muro pode exercer? Nas caras que pode admitir, interpretaçoes, e tudo o mais? Um muro nao é nunca sò um muro, mas alem de tudo o é. Muro pode ser barreira, pode ser pode ser limite, pode ser obstaculo; mas ao mesmo tempo pode ser um lugar de expressao, de libertaçao. Pode ser sinonimo de liberdade, ou pode significar desafios. Enfim, um muro pode ser o que voce quiser.
Ou o que a gente conseguir construir.

 Muro.


 Muro..


Muro..

 Rua em frente ao muro

 Calçada


Detalhe do chao

Esboço do espaço com as medidas


[altura: 209cm]
[largura: 305cm]
[calçada: 138cm]
[desnivel muro: 23cm]
[muro II: 714cm]
[calçada II: 61cm]
[altura calçada: 13,5cm]

Croquis

     Eis o resultado da tentativa de conhecer Bichinho sob a perspectiva nao so de meus olhos, mas tambem de minhas maos. Alguns sao meros raboços para que pudessemos marcar as medidas, outras sao desenhos de observaçao, ou sò para passar o tempo enquanto nao tinha nada para fazer... Em genero, croquis.








sabato 9 aprile 2011

Curiosidade...

Mansao Sustentavel!!!



mansao-california-01.jpg
Esta casa, que fica em Los Angeles, propoe um recurso intensivo de sustentabilidade no seu espaço interno, e que também podem substituir por equivalentes ao ar livre e com equivalente requinte. Conforto e proteçao sao essenciais para a vida ao ar livre.
Devido à sua menor altura em relaçao ao teto, a forma do telhado foi concebida gentilmente sobre o espaço com grades, para a entrada mais moderada de luz, que reflete no espaço horizontal entre o telhado e a parede externa, enquanto a luz também entra suavemente sobre o interior do imovel.
A sustentabilidade permanece na vanguarda da consciencia do arquiteto, que utiliza a mecanica de alta eficiencia, com o sombreamneto de janelas, produtos de madeira e produtos sustentaveis na minimizaçao da  manutençao de longo prazo. O resultado é uma mansao moderna, com entradas de luz natural mandatendo o luxo e o requinte.
mansao-california-03.jpg

mansao-california-04.jpg

mansao-california-08.jpg

mansao-california-13.jpg

mansao-california-15.jpg
mansao-california-16.jpg

martedì 5 aprile 2011

Pampulha


         Originalmente construido para abrigar um cassino, o Museu de Arte da Pampulha é hoje um dos marcos da arquitetura brasileira que, junto com a Casa do Baile, o Iate Clube e a Igrejinha da Pampulha (Sao Francisco) consistem no Conjunto Arquitetonico da Pampulha, projetado no governo de Juscelino Kubitscheck, no ano de 1940, por Oscar Niemeier.

Misturando formas, linhas e curvas em harmonia perfeita, as formas ortogonais e ao mesmo tempo arredondadas remetem à ordem de Le Corbusier, explorando traços ao mesmo tempo modernistas. Com o uso de vidros e grandes espaços abertos, o arquiteto deixa sutilmente indefinido o que é espaço publico e o que é espaço privado, num casamento perfeito de prédios e paredes [estruturas] diversas.


Grandes espelhos no interios do Museu geram amplitude, enquanto rampas permitem a mudança de perspectiva do observador enquanto caminha. 

Oscar Niemeir explora sua criatividade, e cria espaços fantasticos sem, para isso, usar de elementos extraordinarios.
O Cassino, por muito pouco tempo exerceu sua funçao inicial. Com a proibiçao do jogo no Brasil, ele se tornou inativo, sendo usado como casa de danòas, audiçoes e como espaço para recepçoes. Ate que 1957 se tornou Museu. 

Ja a Casa do Baile, cujo projeto propunha integraçao com o ambiente da lagoa, no qual Niemeier se ocupou de curvas de maneira mais intensa, numa composiçao de circunferencias que se tangenciam internamente, da qual se desprende uma marquise, suportada por colunas espalhadas ocasionamente, por muito pouco tempo foi utilizada da maneira como proposta. 
Localizada numa ilha artificial, a construçao tinha como objetivo ser uma espaço de diversao popular, e para isto contava com restaurante, cozinha, pista de dança e toaletes, além de um palco circular situado no exterior. 
Com o fechamento do cassino, a casa do baile teve suas atividades afetadas também, e passou a exercer funçoes diferentes das inicialmente propostas. Hoje, funciona como Centro de Referencia de Urbanismo, Arquitetura e Design.