sabato 26 marzo 2011

Definições

Pulando o post sobre a ida à Pampulha, porém me comprometendo a fazê-lo depois, inicio com meus conceitos e definições.


Flash Mob é algo bem bizarro e legal, um ajuntamento rápido de pessoas numa área pública e bastante visível pra realizar algo interessante combinado previamente, e as pessoas se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.


Um que eu participei, este acima, foi em uma praça onde estava tendo uma feira de vinho, ou qualquer coisa parecida com isso. E de repente, ao som de uma buzina, todos nós envolvidos nos congelamos, ficamos imóveis até que a buzina tocasse novamente.
Flash mobs são comumente usado para quebrar a rotina e modificar o meio urbano, porém, não somente. Eles vêm sendo usados também para manifestações políticas, sociais, como aconteceu na Russia, onde declararam, em luto ao redor de uma caixão, a morte da democracia.
Além do mais, por envolver muitas pessoas, ser de formação fácil e disperção imediata, flash mobs dificultam a ação da polícia ou daqueles que pretendem sempre bloquear a liberdade de expressão.




Parkour (PK), ou a "arte do deslocamento" é uma atividade que pretende mover-se da maneira mais rápida e eficiente (prática) para mover-se de um ponto a outro usando somente as capacidades do corpo, como se houvesse uma emergência. É uma atividade difícil de caracterizar, que se aproxima da arte e da auto-defesa, junto com artes maciais.
É basicamente o método natural de treinar o corpo para se tornar capaz de se mover adiante com agilidade, fazendo uso dos obstáculos que estão a nossa volta o tempo todo.
Umas das filosofias dessa prática é que não precisa de estrutura ou acessórios, o corpo é a única ferramenta.




Flaneur (Baudelaire) é o ser que observa o mundo que o cerca de maneira real e descritiva, levando a vida para cada lugar que vê. Ele descreve as cidades, as ruas, os becos, o externo; desvincula-se do particular, recrimina o privado, de forma a ver a rua como lar, refúgio e abrigo.
Este sentimento flaneuriano reflete a necessidade de segurança do indivíduo, a necessidade de identificação dele para com a sociedade. A rua é seu lar, seu mundo. Ali nada é estranho ou prejudicial. Na rua se sente confortável e protegido.Ele utiliza sua janela para fazer sua observação e seu retrato.É um fotógrafo, porém além de imagens, ele registra idéias, sentimentos e atitudes. Descreve tudo com perfeição e carinho. Ama o mundo exterior e dele faz seu ideal profissional e emocional.Baudelaire foi o precursor deste sentimento, foi ele quem abriu as portas e as janelas da rua para o leitor. Foi ele quem expandiu sua idéia, tão próxima da realidade, aos diversos flaneures ocultos pelo mundo. Esse sentimento observado é tão real e tão forte que caminhou pelo tempo e até os dias atuais, deixando um rasto perceptível em cada época da literatura. 





Deriva (Teoria da deriva - Internacional Situacionista)

Entre os diversos procedimentos situacionistas, a deriva se apresenta como uma técnica ininterrupta através de diversos ambientes. O conceito de deriva está ligado indissoluvelmente ao reconhecimento de efeitos da natureza psicogeográfica, e à afirmação de um comportamento lúdico-construtivo, o que se opõe em todos os aspectos às noções clássicas de viagem e passeio.
Uma ou várias pessoas que se lançam à deriva renunciam, durante um tempo mais ou menos longo, os motivos para deslocar-se ou atuar normalmente em suas relações, trabalhos e entretenimentos próprios de si, para deixar-se levar pelas solicitações do terreno e os encontros que a ele corresponde. A parte aleatória é menos determinante do que se crê: no ponto de vista da deriva, existe um relevo psicogeográfico nas cidades, com correntes constantes, pontos fixos e multidões que fazem de difícil acesso à saída de certas zonas.
Mas a deriva, em seu caráter unitário, compreende o deixar levar-se e sua contradição necessária: o domínio das variáveis psicogeográficas pelo conhecimento e o cálculo de suas possibilidades. Concluído este ultimo aspecto, os dados postos em evidência pela ecologia, ainda sendo a priori muito limitado o espaço social que esta ciência propõe estudar, não deixam de ser úteis para apoiar o pensamento psicogeográfico.
A análise ecológica do caráter absoluto e relativo de cortes do conjunto urbano, o papel dos micro-climas (zonas psíquicas), das unidades elementares completamente distintas dos bairros administrativos, e, sobretudo da ação dominante dos centros de atração, deve utilizar-se e completar-se com o método psicogeográfico. O terreno apaixonantemente objetivo em que se move a deriva deve definir-se ao mesmo tempo de acordo com seus próprios determinismos e com suas relações com a morfologia social.

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